saí com minha melhor amiga ontem. ela brigou com o namorado recentemente, longa relação, como a minha de tempos atrás. o fato é que está solteira e retomando algumas coisas que a gente não deveria, mas perde quando se envolve.

conversamos muito no final de semana e descobrimos que namorar é um aprendizado. a gente passa anos com uma criatura e depois não entende como foi possível ficar tanto tempo com alguém a quem falta algo essencial. seja o que for esse algo essencial.

tivemos relações parecidas. micreiros que não conseguiam nos acompanhar em nossas viagens metafísicas e existenciais e que com o tempo se sentiam menos que nós por isso. é tolo pensar isso quando você é capaz de abrir um computador e saber para que exatamente serve cada uma daquelas micropecinhas!

de qualquer modo, nos apaixonamos, amamos essas criaturinhas e compartilhamos quatro anos preciosos e felizes em sua maior parte com elas. coisas do gênero inexplicável, enfim.

ontem dançamos até os pés pedirem trégua, beijamos na boca e chegamos em casa nos sentindo maravilhosas por algumas horas. nada melhor que um bom flerte para melhorar nossa relação com o espelho – tirano, cruel, tenebroso artefato do qual quase toda mulher que conheço é um pouco vassala. aliás, não só mulheres, é bom que se diga.

pois. somos sempre marcados de alguma forma pelas pessoas que passam na nossa vida. pensando sobre as marcas que não queremos repetir, chegamos juntas a um perfil, ou algumas exigências mínimas para termos outro relacionamento duradouro:

– ele não pode ser micreiro, porque um basta!

– tem que gostar de sair e DEVE dançar com a gente

– tem que gostar de descobrir botecos novos para sentar e tomar uma simples cerveja observando o movimento

– tem que estar aberto a novas experiências culturais, como filmes iranianos, teatro experimental e exposições hi-tech. ah, e tem que gostar de compartilhar impressões depois dessas experiências

– no caso dela, tem que ter pelo menos 1,80m, porque beijar baixinho dá dor no pescoço

bem. todo mundo precisa de critérios uma hora na vida. talvez seja por isso que estou sozinha há dois anos…

+ + +

fiz um teste bem legal que catei em outro blogue “Que gênio Louco você é”. muito interessante. lá diz que eu sou parecida com o Beethoven, incompreendido e admirado. minha irmã diz que faz sentido.

adicionei nos meus links interessantes, vale uma navegada.

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