almocei na quinta em um restaurante chinês vegetariano que é bárbaro. aqui perto de casa. o nome é algo como Who Zong Wei ou alguma coisas destas que não faço a menor idéia de como se pronuncia. sempre penso em anotar o nome, mas esqueço. o lugar é um achado. o ambiente delicadamente decorado, música instrumental chinesa o tempo todo, baixinho, gostoso de ouvir. vou lá quando quero fazer do almoço um momento de celebração das coisas boas e simples da vida. é um encanto de lugar. e eles vendem uns cds gravados com as músicas que tocam lá o tempo todo. comprei um. “cultivando a serenidade”.

ouço agora depois de uma noite de cerveja e beijo na boca. tenho vontade de apenas deitar na rede e ficar ouvindo, embalada pela serenidade dessas músicas tão ricas e delicadas. e penso que me falta delicadeza e serenidade neste momento. talvez estas coisas estejam em falta há tempos e eu não havia percebido. até a poesia anda em falta por aqui.

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são tantos os gostos bons na vida
que até me perco em tanto gostar
destas coisas mundanas
de menina má

cerveja, cigarro e café
pele beijada
pele suada

de aninhar o frio suave
da janela aberta
em pele morna
sob o lençol

são tantos gostos mundanos
que temperam, amansam
entregam…

é pena que depois de tudo
fique esse gosto amargo
travo ácido na boca
de solidão
e vazio

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