as coisas todas começam a se afunilar e começo a me sentir como areia que o vento poderia levar para todos os lados mas escorre inescrupulosamente grão por grão em um espaço pequeno demais. é tudo muito esquisito. uma sensação de que a alma finalmente vai experimentar a leveza definitiva da estrada, de não saber como é depender de pessoas cujo olhar eu jamais tive.
olho lugares da minha cidade com olhos de última vez porque sei que essa modernidade tola poderá alterar tudo com a velocidade das ondas eletromagnéticas. envolvo alguns abraços já carregados de saudade e beijo alguns beijos com gosto do amor que poderia ter sido. tem uma certa beleza cruel ir-se assim, com toda essa gana de viver que pulsa em mim. mas não quero pensar no que deixo.

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