anotações sobre o trânsito em Alta Floresta

sábado, 17:40 (ainda sem internet em casa)

mate cevado, comecei a pensar sobre a cidade e percebi que já internalizei um pouco o lugar, de forma que esqueci de contar algumas coisas que o povo do Sul não pode ver. essa cidade tem muitas coisinhas diferentes e interessantes. a começar pelo trânsito. como diria um nativo, para iniciar o tópico:

pensa numa cidade onde o pedestre tem a preferência. pensou? Alta Floresta, filha.

na cidade inteira existe apenas um semáforo, na frente do Corpo de Bombeiros. só dá sinal vermelho quando as viaturas precisam sair do pátio. de resto, pisou na faixa de pedestres, as caminhonetes e motos param. as bicicletas nem sempre. esta é uma cidade em que impera estes três tipos de veículos: muita moto, muitas caminhonetes de todos os estilos e muitas bicicletas. transporte público também tem, mas eu mesma vi uma vez só.

ainda não me acostumei totalmente com as faixas de pedestre, sempre tenho receio de que as motos jamais parem. daí fico eu parada no meio-fio esperando elas pararem e elas vindo, indecisas, esperando pra ter certeza de que eu quero passar.

as faixas de segurança são uma diversão à parte. praticamente todas levam o viandante a um canteiro verdinho do outro lado da rua. e invariavelmente cheio de formigas, que como os leitores mais assíduos sabem, promovem verdadeiros ataques terroristas, organizadas e obstinadas como os mujahidin (faltam algumas sementes no meu colar, aliás. umas três ou quatro…).

semana passada a prefeitura fez um mutirão pra refazer a pintura das ditas. pensei que iam fazer o pedacinho de calçada onde elas terminam, mas que nada. algumas que foram mudadas de lugar estão exatamente indo em direção a um novo canteiro.

a cidade é bem plana, aqui não há nada que chegue perto da Rua da Ladeira, somado à (quase) inexistência de linhas de ônibus, resulta numa profusão de motos e bicicletas inacreditável. e todos andam de capacete, incrivelmente, inclusive quem vai na carona. pra ter uma idéia, minha colega de apartamento não tem moto, mas tem capacete. foi aqui que pela primeira vez andei na carona de uma moto. e é aqui que mais estou lamentando não ter tido bicicleta quando era criança. agora não sei andar e fico dependendo de carona. uma amiga já me ofereceu as rodinhas da bici de sua filhinha de três anos, mas ainda não arrisquei. vou tentar uma hora dessas. quem sabe, Deus me mandou Alta Floresta aprender a andar de bicicleta…

numa cidade onde abundam as duas rodas, a loja de motocicletas é uma espécie de megastore. lá você pode até comprar um conjunto de louças. vai comprar um capacete novo e sai de lá com um jogo de jantar básico. e o dono deve ser um baita marqueteiro. tenho certeza absoluta que a loja é top of mind, apesar de não ser a única da cidade. tudo por conta do nome. você passa na frente e nunca mais esquece: PILOTANDO GOSTOSO. não tenho o hábito de colocar nada em letras gritantes nesse espaço, mas PILOTANTO GOSTOSO é impagável. e tem a variável para as bicicletas: PEDALANDO GOSTOSO, claro. é inacreditável. vou fotografar assim lembrar, tal como fiz com as faixas de pedestres.

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