o inverno liga o ar-condicionado da floresta
todos os dias, ao entardecer.
e nos campos sulinos fincados no Norte
uma nuvem de poeira paira como névoa
transmutando o encanto da paisagem
da minha vida toda em tristeza e desolação.

aqui, algumas vezes, a minha poesia
se envergonha e silencia com a noite,
que se adensa e enche o mundo
com a vida etérea e misteriosa
que a cidade grande
desaprendeu a respeitar.

da rede todas as noites
contemplo a via-láctea
que sorri imensa à minha
existência microscópica.

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