caminhos

são esquisitos os caminhos que a gente escolhe. meus passos me trouxeram para perto da floresta, para longe de casa e para dentro de uma solidão que beira o insuportável. de todo modo, nunca andamos em veredas tão complicadas em que não seja possível olhar para cima algumas vezes e ver o céu. é uma questão de sentir a brisa.

passei quatro dias e três noites olhando o céu e sentindo a brisa. volto para a floresta com o algum acalanto no coração. não quero pensar na solidão que me aguarda novamente, na falta de olhos sorridentes, de sintonia, de conexão, de pernas mais pesadas que as minhas. é bom medir o calor da própria pele por outra. vou guardar a brisa com carinho, em uma salinha aconchegante do coração e esperar que as chuvas chegem logo.

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