diário de viagem um: el principio de todo

a ida a Guayaquil foi o resultado de uma premiação recebida pela reportagem que fiz sobre Moyobamba, ano passado. quem premiou foi a GTZ e KAS, organizadoras do evento no Peru. demorou tanto pra me mandarem a passagem que até achei que não ia rolar, mas rolou. a viagem era pra participar do IV Encuentro Iberoamericano de Periodismo Científico – Ciencia Medio Ambiente. mas apesar de ser sempre bom viajar, ainda mais com tudo pago, essa não foi tão boa quando a de dezembro, no Peru. e por dois motivos.

primeiro que passei mais tempo viajando que no Ecuador propriamente dito: saí de Alta Floresta na segunda de noite para chegar em Guayaquil na quarta de tarde; saí de Guayaquil no sábado de tarde para chegar em Alta Floresta na segunda de manhã…. mas bueno, quem mandou eu me enfiar no mato, a 12h dos vôos regulares para São Paulo, não é mesmo? paciência.

segundo que passei dois dias inteiros enfiada num centro de eventos sem ver quase nada da cidade, especialmente o que me interessa – a parte não urbana. não vi nada da cidade fora do roteiro turístico tradicional, não conheci seus problemas, não rendeu a mais miserável pauta.

de passeio mesmo, tive um pedaço da tarde de quarta, quando cheguei. depois de baixar no aeroporto sem a mais mínima idéia de onde seria o evento nem quanto eu gastaria de táxi para chegar lá, catei o hotel mais barato que o taxista conseguiu me indicar – doze dólares a diária, com banheiro fora do quarto – tomei um banho frio porque a droga do chuveiro não esquentava nem com reza braba, troquei de roupa e fui em busca da universidade que estava promovendo o evento. de ônibus, que era pra gastar menos e curtir um pouco a cidade.

quem disse que consegui chegar lá de ônibus? o trânsito é horroroso – bem melhor que Lima, que é o inferno sobre quatro rodas – mas de todo bastante confuso e com nenhum respeito aos pedestres. me deram a indicação errada de ônibus e depois de uma hora tentando conseguir uma informação confiável, resolvi pegar um táxi mesmo. cinco dólares e 20 minutos depois, graças a Deus descubro que o encontro não seria no Campus, mas num centro de eventos mais perto do hotel onde me escondi.

cansada e mal-dormida (8 horas no aeroporto de Guarulhos esperando o vôo para Lima, de onde pegaria a conexão para o destino final!…) comi uma salada no bar da universidade e voltei pro hotel, onde me atirei na cama e dormi até o … hum … bem, é melhor não usar a expressão que minha mãe costuma usar.

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