tem um certo moço de belos olhos azuis que anda me tirando o sono. problemático como todos os homens, mas romântico como poucos, está me fazendo pensar em uma série de músicas e poemas que se encaixam na atual situação. longe dos meus olhos, que saberiam o quanto as coisas que ele me diz são reais. longe das minhas mãos, que desejam ardentemente tocar não qualquer corpo, mas aquele corpo….

ah, coração maleva esse meu, sempre querendo o que não pode ter, sempre querendo o que é mais difícil. quando eu podia imaginar que um chimarrão e um banho de cachoeira iriam ser tão fatais? tá certo que tenho um problema sério com olhos azuis – várias pessoas sabem que são minha perdição. mas nem todo par de olhos azuis que me encantam conseguem manter o encantamento por tanto tempo. será a distância? o grau de dificuldade? será que é porque ele leva uma vida tão teatina quanto a minha? ou porque estou tão absolutamente solitária, sentindo como nunca antes uma necessidade tão grande de ser amada incondicionalmente?

pobre moço, mal sabe ele os meus defeitos. não sabe o quanto sou metida a dona do meu nariz, não conhece meu lado meio faca na bota. nunca me pegou de TPM nem tomou café com meu péssimo humor matutino. nunca me viu irritada, atucanada, inquieta… mas está me deixando com uma vontade louca de mostrar o lado avesso dos meus peixinhos. será que ele lembra que os dois peixes nadam ao contrário num caos permanente de proporções oceânicas?

bueno. mas o caso é que ando com essa maldita trilha sonora, cheia de cornices que deixariam o Vini puto se ainda trabalhássemos de madrugada juntos. não consigo parar de escutar essas baladas, deitada na minha rede, de olhos fechados, sonhando, imaginando, lembrando…

por que Deus me deu um coração tão romântico, apaixonado e inconseqüente? eu não sei nada da vida dele e provavelmente não vou saber nunca, com 2 mil quilômetros separando nossos caminhos. mas não consigo não imaginar o quanto seria doce a possibilidade de tê-lo no meu travesseiro toda noite. eu até ia deixar ele ouvir Replicantes alto de vez em quando depois que passasse meu mau-humor…

ele tem um beijo perfeito, tão perfeito que bastou um apenas, roubado, leve, rápido, pra depois eu ficar com essa sensação de que me falta um pedaço.

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