um ano

um ano longe da minha terrinha e me dou conta de muitas coisas, como tô meio sem tempo de discorrer tranqülamente sobre o tópico, vai brevemente

• apesar de Porto Alegre ser minha terra pra sempre, descobri pra que servem as raízes e os galhos: raízes de dão o rumo e te fazem sentir que tu sempre vais ter um lugar no mundo ao qual pertences irremediavelmente; galhos se espalham por onde o sol anda e a natureza manda

• pegar a estrada sozinha nunca é uma experiência solitária em sua essência, a menos que se queira. toda estrada é feita de caminhantes que, como nós, precisam eventualmente de mãos amigas, miradas compreensivas e ouvidos serenamente disponíveis para um dedo de prosa ou uma escuta densa

• em movimento, se aprende muito mais coisas, muito mais intensamente e muito mais permanentemente. as tantas coisas que aprendi aqui em Mato Grosso, sobre o estado, a sua gente, a Amazônia, o Cerrado, o desmatamento, a comunicação, o coronelismo e sobre mim mesma são difíceis de quantificar e difíceis de apagar. tristemente, me dei conta dia desses trabalhando sobre um mapa que conheço estes 16 municípios em que trabalho bem melhor que mesmo a região metropolitana de Porto Alegre. mais, conheco mais municípios aqui do que no Rio Grande do Sul, onde vivi cerrada em apartamentos e escritórios por 25 anos

• o amor pode ser encantador e surpreendente, mas apenas se estamos dispostos a nos encantar e surpreender com o outro e conosco. e à medida em que nos permitimos isso, ele tende a ir mudando todas as coisas de lugar. e isso é bom!

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