nossa casa vai ganhar mais um morador. Gustavo. ele chega em outubro, provavelmente na segunda quinzena. a princípio. antes disso, mês que vem, nossa francesa vai embora, trocar o eterno verão tropical pelo efêmero europeu. e a vida segue com suas marés.

eu nem cheguei a falar muito sobre como anda minha casa nesses útimos meses, depois da mudança, mas tem bastante novidade. mudamos em janeiro e de lá até agora já temos uma estante de livros, um lindo armário novo pra cozinha e um rack para televisão. também quebrei mais uma saboneteira, sempre elas.

e em fevereiro ganhamos dois novos habitantes: a Emilie, que veio da França fazer seu trabalho de graduação aqui no Arco do Desmatamento, e o Gustavo. bem, na verdade até outubro o Gustavo ainda estará morando dentro da barriga da Édina e não aqui em casa, mas sabemos que ele já está entre nós. todos estamos grávidos aqui em casa. grávidos de amor, de esperança, de desejo, de sonhos e pensamentos. que cor serão seus olhos? será que vai rir de cócegas quando colocarmos talco nas dobrinhas de suas gordurinhas fofas de bebê bem alimentado?

no final do ano, teremos a casa cheia da presença mágica e cheirosa de um bebezinho lindo para quem já ando comprando Natura Mamãe e Bebê. eu e Augusto seremos padrinhos dessa fofura que já povoa nossos sonhos e eu finalmente não escaparei de aprender a trocar fraldas. tradicionalmente, bebês não gostam de mim. imagino que meu colo tenha espinhos, porque nem minha maninha jamais gostou muito de ficar no meu colo, preferindo sempre o da Jana, aquela sedutora de pequerruchos. basta olhar e eles se arreganham praquela danada.

mas dessa vez vai ser diferente. Gu convive comigo desde sua primeira semana, conhece minha voz desde sempre e conhece o toque da minha mão sob a barriguinha da Édina. eu comecei a tocar kalimba bem de levinho pra ele se acostumar com o som e adormecer bem gostosinho nas vezes que a Édina deixar ele comigo. e assim vou treinando para quando a Maria Valéria nascer, se Deus me der a graça de ser mãe de uma menina quando chegar minha vez.

ah, e o nome saiu de uma lista com 15 sugestões que eu e Emilie elaboramos para auxiliar os pais. vamos sentir falta da nossa francesa, mas pelo menos temos a webcan agora pra mostrar o Gu a ela depois de outubro. as marés dos últimos anos têm me trazido coisas muito boas. depois de uma intensa ressaca que mudou meus peixinhos pra esses mares do Norte, descobri que não é difícil viver em outros cardumes e até mesmo sinto que vem chegando a hora de começar criar um cardumezinho só pra mim. pra isso meus peixinhos já encontraram um outro par de peixinhos exatamente da mesma espécie…

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