hoje eu quero falar do meu amor. do amor fantástico e maravilhoso que flui de mim e que sinto retornar para mim tão divinamente. minha vida tem sido cor-de-rosa, azul, verde e violeta. com todas as cores do arco-íris e mesmo quando tudo fica difícil e pesado, o amor imenso que sinto faz todas as coisas ficarem bem.

não, não é só o amor romântico que tenho por Augusto. é muito mais. é um amor por tudo, pela vida, por todas as coisas, por mim, pela graça divina de estar nesse mundo, vivendo, aprendendo, trabalhando, crescendo e criando. sinto um amor transformador, intenso, brilhante, que coloca todas as coisas em novos lugares onde elas deve permanecer por um tempo e que me faz compreender que o amor é a única coisa permanente nessa necessária impermanência que vivemos.

amo minha casa, os móveis que comprei, meus livros e minhas revistas e todas os pequenos detalhes que fazem desse um lugar bom de viver, aqui no norte. amo meu trabalho, as coisas que faço e quase todas as pessoas que me cercam e com quem convivo todos os dias. amo a natureza fantástica que o desamor e a ganância destrói a cada dia e que resiste com gana e poesia.

sinto todos os dias a poesia da natureza quando as araras passam sobre a minha casa, quando as maritacas matraqueiam aos bandos pelo meu caminho cotidiano e mesmo quando um tronco retorcido estende seus braços queimados ao vento como quem suplica por razão e sensibilidade.

e acho que é por tudo isso que encontrei Augusto no momento certo. Deus cruzou nossos caminhos no momento exato em que tínhamos que nos encontrar e decidir se estenderíamos nossos braços e abriríamos nossos corações um ao outro. eu já completamente dona da minha vida e dos meus passos, com todas as necessárias certezas nos seus lugares (ainda que provisórias!) para amar despreocupadamente. ele com seu coração preparado para meu amor autônomo e seguro.

nós já temos nossas músicas-tema, nossos códigos próprios, os mesmos medos e uma fantástica sintonia. nos apaixonamos à distância, apenas com nossas palavras e nossas vozes e dois encontros rápidos e fugazes que poderiam ter sido apenas mais um dos tantos da minha história e da dele, daqueles que a gente curte mas acaba e não deixa mais que um sorriso breve quando a gente lembra. mas não foi assim, nos apaixonamos irremediavelmente e cada vez que a gente se encontra nos apaixonamos mais.

Augusto me completa, porque em uma vida em que há tanto amor por tantas coisas importantes, faltava apenas este para tudo ficar maravilhosamente perfeito dentro da perfeição que nos é possível atingir no curto espaço de mais uma vida sobre essa terra. quando encaixamos nossas pernas e aconchego minha cabeça no abraço dele, tudo está em ordem e está bem e nada de errado pode nos acontecer. tudo entre a gente é suave e seguro e as coisa todas que sinto são doces e intensas e parecem sempre ter habitado meu coração. nada pode estar mais certo do que ficarmos juntos.

algumas vezes eu pensei que pudesse estar vivendo um amor aos atropelos e talvez forçando uma situação que pudesse não ser exatamente o que ele queria para o momento, mas nossa sintonia cada vez mais afinada me tranqüilizou a este respeito. queremos as mesmas coisas, e queremos fundamentalmente ficar juntos e construir uma família bonita. não sei muito bem como vai ser isso, mas já decidimos em nossos corações que vamos conviver com a distância por mais alguns meses, que não sabemos exatamente quantos serão. nossa única certeza sólida a esse respeito é de que o natal seguinte, de 2007, passaremos juntos, casados, felizes em nossa futura casa. como isso vai acontecer não sei e nem quero pensar, porque implica em muitas coisas para ambos e especialmente em uma nova e grande mudança para mim. o mais certo é que, se tudo der errado, quando eu não suportar mais essa distância louca de quase dois mil quilômetros, arrumo minhas malas e vou embora pra Campo Grande e vejo o que acontece. para seguir vivendo plenamente essa vida de amor, não será loucura, pois é uma coisa que desejo com toda a energia do meu coração: compartilhar minha vida com ele até o fim desses dias sobre a terra.

Augusto diz que sou erva-doce para a vida dele, que torno seus dias calmos e mansos. para mim ele é guarida, abrigo para minhas fragilidades. sabemos nos fazer felizes um com o outro. e não sou eu que o faço feliz, nem ele que me faz feliz. o amor é mais que isso. eu simplesmente sou feliz por me permitir viver esse amor abençoado, por me permitir sentir e compartilhar todas as coisas boas que a Divina Providência dispõe para mim e para todos. agradeço a Deus todas as noites por me abençoar com esta vida fantasticamente bela e peço para me Ele dar sensibilidade para eu jamais cegar meus sentidos à percepção do divino de todas as coisas. peço coragem e lucidez e me recordo da bela lição aprendida por André Luis com seu amigo Lísias, em Nosso Lar: “- Só não podemos esquecer que as realizações mais elevadas exigem três requisitos fundamentais: primeiro, desejar. Segundo, saber desejar. E terceiro, merecer o que se deseja. Ou seja, vontade atuante, trabalho persistente e merecimento justo.”

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