furacão

resolvi emagrecer e encarar a crise dos 30 de manequim 40. estou me tornando uma pessoa saudável que come granola com iogurte no café da manhã, almoça arroz e feijão e janta fartas saladas e laudatórias sopas. 500g já foram embora em três duras semanas sem chocolate e sorvete e descobri que pensamento positivo é tudo. levo bons 15 minutos me deliciando com saborosíssimas rúculas, deliciosos espinafres, agriões refrescantes e lindas alfaces americanas, regadas a oliva, shoyu, iogurte, ervas aromáticas, queijo branco, atum, castanhas ou o que mais dê algum gosto ao jantar. a primeira vitória foi fisiológica: não me pergunto mais há quantos dias não visito o banheiro para um número 2.

falta agora uma atividade física que faça com que eu volte a me sentir na casa dos 20, mas essa está difícil de conseguir. odeio academia, a começar pela irritante trilha sonora. por que as pessoas não fazem musculação ao som de músicas relaxantes? sigo com a meta de aprender a andar de bibicleta, o que pelo menos me daria fôlego e bons joelhos (outro dia me revoltei comigo mesma por perceber que meu lindo, 11 anos mais velho, os têm em melhor estado que os meus!).

mas é difícil ficar sem chocolate. ando precisando de um incentivo melhor que os bombons para me sentir bem comigo mesma. voltei a estudar como aluna especial no mestrado em estudos de linguagens da Ufmt, mas não consigo compreender coisa alguma da tal da análise de discurso francesa. durmo lendo o polígrafo e não sei onde enfiar tudo isso no meu cotidiano profissional de jornalista ongueira socioambiental.

o pior de tudo é ter certeza de que se eu voltasse pra Porto Alegre seria muito feliz fazendo mestrado na Fabico, mas muito, muito infeliz por ficar meses longe do Augusto. quero fazer o mestrado antes de casar e encomendar os herdeiros, mas aqui em Mato Grosso está difícil. não achei nada na Ufmt que me ofereça o que me interessa estudar, tentei a aproximação com os estudos de linguagem, mas confesso que estou desanimada. e me sentindo burra por não conseguir compreender o polígrafo.

pra completar, Cuiabá me entristece, cheia de fumaça, com esse calor insuportável e o trânsito assassino. uma metade do meu coração está em Alta Floresta e outra em Campo Grande. e eu aqui, no meio do caminho, gorda, flácida, triste e com torcicolo. e nem estou na TPM. será crise de abstinência?

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