Partir é uma manhã de inverno

Há quatro anos um velho amigo me desafiou a escrever sobre partir. Ele também um desgarrado. Não lhe pude responder. Agora que parto pela segunda vez, acho que compreendo melhor. Partir é como respirar fundo na primeira manhã de inverno do ano. O ar gelado é agressivo o suficiente para nos lembrar o caminho que percorre. Esquecemos como é isso quando o tempo é confortável.

Só podemos saber como é aquilo que vivemos. Talvez por isso não lhe pude responder antes. Eu sei como são as manhãs de inverno. Sei como a luz do inverno tem um brilho limpo e encorajador. Nos primeiros segundos, à porta, esse bilho disputa com o frio que nos manda de volta para a comodidade das cobertas. Em mim, a luz do inverno sempre venceu.

Mesmo assim, todo ano, não importa quantos invernos vivemos, tomar fôlego na primeira manhã é sempre desconcertante.

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