Corcunda, encarquilhada, dedos retorcidos, rosto enrrugado como as bruxas dos contos de fadas. Mas não se ouvem gargalhadas estridentes e assustadoras. Mal se ouve sua voz desgastada pela miséria, sussurrando perdida entre carrinhos e sacolas que se acotovelam por bananas e alfaces. Todo sábado ela tenta. Hoje ainda não teve sorte, suas mãos tortas seguem vazias. A algazarra alegre da feira deixa pouco espaço para a misericórdia.

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