a coisa vai melhor por aqui. confirmamos essa semana que é Hepatite A mesmo, a muito conveniente hepatite do viajante. isso depois da minha gineco me botar medo dizendo que ninguém sabe todas as formas de transmissão da Hepatite C, que é a mais séria, não excluindo ela do meu diagnóstico mesmo com minha vidinha honesta de mulher casada e fiel.

já posso comer de tudo, desde que eu mesma faça. já posso comer carne magra e bem passada, já posso tomar leite desnatado (blérgh), já posso comer queijo frescal. já posso finalmente tomar chimarrão, que foi a maior alegria de todas! mas gorduras ainda estão descartadas do cardápio. cheddar, pão de queijo, chipa, chocolate, sorvete, pizza, macarrão ao alho e óleo, pastel, polenta frita, churrasco… nada disso o meu fígado dá conta. condimentos, qualquer um desde que seja sem glutamato monossódico e conservantes. leia-se, então: sal, ervas desidratadas ou frescas, cominho, açafrão, noz moscada, etc.. quanto a bebidas, vou me limitar a beijar meu amor depois de um gole de vinho por muitos meses ainda.

ontem, na consulta com meu homeopata, reclamei que estou cheia de espinhas. “não comi chocolate, a ingestão de gorduras está altamente controlada, como pode? o que eu fiz de errado?” resposta: as minhas bilirrubinas alteradas não são capazes de processar bem a gordura e por isso a pele ficou mais oleosa e meu colesterol subiu nos exames.

claro que uma paulada dessas têm mais consequências do que a gente supõe com nossos limitadíssimos conhecimentos sobre como nosso corpo funciona. pois a baixa imunidade abriu caminho para outros bichos se assanharem e uns oportunistas começaram a fazer a festa no meu colo uterino. resultado: mais dois meses de medicamentos homeopáticos para colocar o corpo em ordem de novo, uma nova avaliação com a gineco em três meses e, quem sabe, uma cauterizaçãozinha básica. nesse interregno, qualquer espirro torto me leva de volta ao homeopata.

preciso estar 200% boa para voltar ao assentamento em agosto, aquele lugar cheio de gente simpática que me trata como uma princesa, e de vírus e bactérias malvados prontos pra me botar de cama de novo. na verdade, devo me considerar bem sortuda. segundo as informações da unidade de saúde do assentamento, o que abunda por lá não é hepatite, mas malária e leishmaniose.

de resto, é manter a dieta, aproveitando que já perdi dois quilos nessa brincadeira.

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