Meu amor não faz economia de nada
enche suas burras com facilidade
e sai sacolejando tudo

Lascivo, abusa do som,
do beijo, do cheiro, do tato
empanturra-se até que então
sobra carinho

Doméstico, pica miúdo
mistura, tempera, inventa
aquece, congela, remenda e
sobra conforto

Pensante, se inquieta,
vai, revira, volta e mexe
destrambelha e quando vê
sobra distância

Distante, se embebeda,
se enfumaça, se arrepende
apequena, despedaça, deságua
sobra saudade.

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