Slow down, world

Slow down everyone
You’re moving too fast
Frames can’t catch you when
You’re moving like that
(Inaudible melodies, Jack Johnson)

Férias. Palavrinha boa de ouvir essa. A coisa mais próxima que tive disso nos últimos tempos foram cinco dias em Chapada dos Veadeiros na primeira semana de fevereiro do ano passado. Merecidas, porque nos cinco meses anteriores a rota incluiu duas vezes Canarana, duas vezes Porto Alegre, quatro Campo Grande, uma vez Marcelândia, não lembro mais quantas vezes Alta Floresta e eu certamente estou esquecendo alguma coisa.

Imediatamente depois de Veadeiros veio uma sequência alucinante de estrada que, sinto, começa a cobrar seu preço. Eu estar a escrever isto agora em vez de terminar meu projeto de qualificação do mestrado, por exemplo, é um deles.

Voltando de Veadeiros, fui a Marcelândia. Saí de lá numa sexta-feira para aterrisar em Porto Alegre no domingo seguinte, a tempo das aulas que começavam na segunda. Um pulinho de uns 3.000km.

No primeiro semestre de aulas em Porto Alegre foi um pulinho em Curitiba em março, um pulinho Cuiabá em abril, mais um em maio, um pulinho em Marcelândia em junho, num feriadão claro. Férias letivas em julho, ufa! Um fim de semana em Campo Grande, uma semana no Entre Rios, duas semanas em Cuiabá, mais um pouco de Campo Grande, Porto Alegre de novo.

O segundo semestre foi muito mais tranquilo. Só Curitiba em setembro, seguido de um feriado em Campo Grande, no big deal. Dezembro, ufa, finalmente um pouco de descanso em Campo Grande. Vinte dias. Porto Alegre de novo, com uma temporada de um mês de acompanhante de hospital, um pulinho em Campo Grande, 20 dias em Cuiabá, 16 dias no Entre Rios, e os 30 dias seguintes encarcerada pela hepatite. Período infeccioso terminado, Porto Alegre de novo. Ah, mas tinha a revisão médica, um novo pulinho em Campo Grande. E Porto Alegre de novo.

E foi assim, pulando de galho em galho, que meu cérebro se espatifou em algum lugar da rota. A boa notícia é que tem piloto automático. A má é que ele foi treinado para ser dublê de jornalista, não de mestranda. E não acho que vou convencer a banca apenas contando uma boa história.

2 responses to “Slow down, world

  1. Pingback: Os números de 2010 | venusemcrise

  2. ufa, só de ler fiquei cansada… mas tenho certeza que tu tem mais que uma boa história para a banca! agora falta pouco e tu vai poder sossegar num lugar só😉

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