de tudo um muito cap. 2: um banho de rock’n’roll

minha semana de férias pós-mestrado foi sob medida pra botar os bichos pra fora. fomos, eu e o Lindo, assistir os shows do Iron Maiden e do Ozzy. dois momentos ótimos deste primeiro semestre. uma das melhores coisas pra relaxar é ir a um show de rock. nós não somos muito experientes no assunto, o primeiro que fomos foi o Motorhead há dois anos em Curitiba. depois disso ele foi no Twisted Sisters em Sampa, e só.

bueno, o Iron foi no Morumbi. haviam me preparado para o inferno lá, porque o estádio fica na puta que pariu e não tem transporte de pobre pra lá. estávamos preparados para levar hora para conseguir chegar lá, para ficarmos horas na fila antes de entrar, para não conseguir voltar depois do show para a Vila Madalena onde fomos gentilmente hospedados… e nada disso aconteceu.

chegamos lá rapidamente, era umas 16h. não precisávamos ter chegado tão cedo porque não tinha fila nenhuma pra pista premium, que só encheu mesmo perto no começo do show de abertura às 19h. e a saída foi surpreendentemente tranquila, considerando as 50 mil pessoas que estavam lá dentro… conseguimos pegar um ônibus que estava lá pra desovar a galera mesmo, descemos não sei bem onde, mas de onde descemos gastamos um troco de taxi até a Vila Madalena.

o show foi fantástico, mas nossa experiência de show nem tanto. a julgar pelos mais de quase 400 contos que pagamos em cada ingresso, esperávamos que a tal da pista premium fosse um seleto grupo de mega fãs com dinheiro no bolso. não era. era metade do gramado. o que nos deixou com duas opções: sermos esmagados no alambrado ou vermos pedacinhos do palco e o show no telão. ficamos com a segunda opção e, entre um cabeção e outro, víamos pedacinhos do palco.

o som estava perfeito, o show foi eletrizante, o Ed de oito metros tamborilando os dedos sobre os containers fabuloso. só faltou uma visão melhor do palco. decidimos: show em estádio só se não tiver outro recurso, e olhe lá. não vale a pena. a gente quer ver o palco, quer ver os músicos lá atuando, não um bando de cabeça se agitando na nossa frente. mas foi bem legal. os caras têm uma energia inacreditável!

acabou que não curtimos muito São Paulo. o amor chegou no dia do show, eu tinha chegado na quinta de tarde, podre de cansada depois de ter bebido a dissertação de um dos meus colegas até as 4h. a sexta eu passei lá pelas bandas do Morumbi, onde fui pegar o ingresso, daí não era lá, era no shopping, do shopping tentei achar um motel limpo e barato perto pra gente dormir depois do show e nenhum fazia reservas, daí até voltar pra Vila Madalena gastei o dia. domingo estávamos naquele clima pós-show. alegremente quebrados. o único passeio, além de ver alguns amigos, foi dar uma banda na Galeria do Rock…e segunda vazamos para Porto Alegre.

o show do Ozzy era quatro dias depois do Iron. escolhemos Poa porque o ingresso era mais barato, e porque minha intenção era defender a disser entre os dois shows, pro meu amor poder estar do meu lado nessa hora dramática. mas não foi fácil agendar a banca e no fim ela foi antes de tudo e o Lindo, que sofreu tanto junto comigo, não pôde ver.

Ozzy foi no Gigantinho, bem mais legal porque é fechado, é arquibancada e cabia um quinto do público do Morumbi. apesar da acústica sofrível do ginásio – o som no Morumbi foi absolutamente perfeito, fazendo tudo valer a pena – esse show foi fodástico. em parte porque eu gosto mais de Ozzy e Black Sabbath do que do Iron e sabia cantar boa parte das músicas. mas em grande, grande parte porque Ozzy é o cara. é maluco, um guri no palco, nitidamente curtindo cada instante daquilo, jogando espuma na plateia e em si mesmo, enfiando a cabeça no balde pra refrescar, pulando e gritando.

foi maravilhoso. eu curti cada segundo. esqueci quase completamente o Lindo do meu lado, hipnotizada pelo palco. o Rat Salad foi estupendo e solo do baterista um troço sobrenatural. inesquescível. pegamos ingressos comuns na arquibancada, mas sem nenhuma cabeça na nossa frente pudemos ver o palco o tempo todo. nem acredito que ouvi Ozzy cantando Fairies Wear Boots na minha frente. dormi feliz demais nessa noite.

Ninguém apostava nesse meu lado, ne?

por fim, os amigos que participaram dessa aventura roqueira merecem um capítulo à parte. em Sampa, o marido da Ju Arini foi a coisa mais querida do mundo, me dando carona até o estádio para pegar os ingressos. a Cris Vanuzzi e seu colega de apê foram um poço de paciência em aturar a invasão, o esquema da chave e a chegada quase de madrugada. em Poa, a Fer Souza emprestou o apê a cinco minutos do Gigantinho que fez toda a diferença na tranquilidade com que fomos e voltamos do show. como diz meu Lindo, estamos devendo um nego e um cachimbo pra essas mocinhas. pagaremos. um dia.

4 responses to “de tudo um muito cap. 2: um banho de rock’n’roll

  1. Dispenso um nego e o cachimbo por uma ciceroneada pelas chapadas, Pantanal e Bonito e outros lugares desse Brasil que só tu deve conhecer😉

    Amei a foto! hhaha

    • Combinado, Fer! Vou levar tu e teu príncipe pra conhecer o Amolar. Vai ser uma experiência radical pra vc viajar comigo e com minha versão masculina, não é mesmo?

  2. janaina souza neuls

    bah, nem falou de quem comprou os ingressos pro show do Ozzi!? nem falou que foi a tua irmã mais querida que bate cartão das 8h às 18h, que conseguiu uma brecha e foi até lá o Rua da Praia comprar…. : P

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