quando a distância é uma merda

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eu vivo longe das pessoas mais importantes da minha vida. quilômetros e quilômetros de distância nem sempre fáceis de percorrer. mas em geral isso não me preocupa. não ligo pra minha mãe e meu pai todos os dias, às vezes passo dias e dias sem ligar e eles é que me ligam pra saber como eu tô. carinhosamente minha mãe me chama de filha desnaturadas de vez em quando.

tem gente que acha que isso falta de amor. mas não me falta amor pelos meus. e eles sabem. sabem que os amo imensamente e faria qualquer coisa ao meu alcance para vê-los bem. sabem que eu não ligo o tempo todo porque sou uma criaturinha desligada, esquecida, que quando sabe que tá todo mundo bem, fica tranquila.

o problema é quando não está tudo bem. como hoje, que meu pai passou mal e foi parar na emergência. coisa de velho fumante que não se cuida direito, nada muito grave, já tá em casa até. mas um susto. nessas horas eu odeio a distância. odeio não poder tomar um ônibus e em 40 minutos chegar junto. odeio saber que minha maninha poderia ter feito bom uso da minha companhia hoje e eu não estava lá.

nessas horas, a única coisa que me consola é que se meu velho precisasse de mim amanhã, eu já estava com a passagem do corujão da TAM comprada e amanheceria em Porto Alegre. e foda-se o resto. felizmente não é preciso, meu velho está bem. mas dias como hoje fazem a gente repensar as escolhas que faz na vida. eu me pergunto se não é hora de voltar pro pago.

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