encerro uma semana de presentes e encontros que me alegraram o coração. é mais do que eu poderia pedir nesse Natal inevitavelmente triste.

comecei encontrando a Fer, que não via tem mais de três anos, desde que ela mudou para a França. ela me trouxe chá, uma torrinha Eiffel e aquela coisa gostosa da amizade verdadeira e profunda. não importa quanto tempo você passa sem ver ou sem falar com a pessoa, é sempre como se a gente tivesse se visto ontem.

depois fui jantar na Sandra, que é como uma segunda mãe e tem me dado bons colos. uma boa cachacinha, uma carne de ovelha fabulosa, um bom vinho e colegas que se formaram comigo e também estão desgarrados da terrinha. é bom encontrar os colegas que, como eu, não perderam o encanto com o jornalismo. mesmo que estejamos ficando velhos e rabujentos, ainda oramos para Nossa Senhora da Boa Pauta, que sempre ajuda quem merece.

e tinha a Raíssa também, irmãzinha cósmica que recém se mandou lá pra Alta Floresta, como eu fui quase 10 anos atrás. e com ela eu abri um baú de memórias que me deixou com saudade de Mato Grosso. eu vivi bons anos lá. alguns dos melhores, na verdade.

trocamos nossos colares. deixei com Raíssa um colar que comprei em 2006 em Cáceres, feito pelos irantxe. em troca, ela me deu um que trouxe de Cotriguaçu, dos rikbaktsa. praticamente duas pontas de um estado que é lindo, complexo e megadiverso, em todos os aspectos.

e ela me trouxe castanhas defumadas de Alta Floresta, que eu não comia faz um tempão e são divinas. e eu fiquei pensando depois que tenho realmente uma vida singular.

eu ali, aperitivando umas castanhas de Alta Floresta, tendo trazido comigo uma sacola de chás que a Fer me trouxe da França, comendo uma ovelha provavelmente criada na fronteira gaúcha, tomando um vinho que acho que era português (não lembro mais) e trocando colares comprados de diferentes etnias brasileiras.

por fim, ganhei da Sandra essas frases lindas do Rubem Alves. ele tem razão, um único momento de beleza e amor justifica a vida inteira.

presentes

2 responses to “

  1. Pensando bem acho que fazia mais tempo que não nos encontrávamos. Eu fui a 3 anos e meio e tu estavas em Campo Grande… Foi muito bom te ver, parece que a distância não existiu todo esse tempo e que foi maia um café para colocar a conversa em dia🙂

  2. Gi, irmãzinha cósmica. Trocamos muito mais que colares! As conversas contigo me dão certeza do caminho que escolhi e mais vontade de andar por este país.

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