Tag Archives: tutorial

Como arrumar o menu no Fedora

depois da instalação, o menu do fedora vem super completo, com toooodas as aplicações mostrando. mas algumas (cof cof) pessoas com TOC não gostam de ter no menu aplicações que não são usadas frequentemente. se você tentar clicar com o botão direito do mouse e excluir do menu, como no (r)windows, não rola.

screen1

é simples: clique sobre o menu Aplicações com o botão direito e escolha a aopção Menu de aplicativos.

screen-01

se ela não estiver habilitada, como é meu caso, vá em Executar programa… e digite Alacarte (que é a aplicação que faz a edição de menu funcionar).

screen-02

voilà, agora é só desmarcar todas a opções que você não quer que apareçam.

screen-03

MAS, se nenhuma das duas coisas funcionar, significa que o Alacarte não está instalado. nesse caso vá no terminal, e instale, depois é só repetir as opções acima.

dnf install alacarte -y

Como instalar Chrome e Dropbox no Fedora

Instalando o Fedora

tem pouco mais de um ano que abandonei o Debian e estou usando Fedora. eu cansei de fazer tudo na unha no Debian e cometer tantos erros. eu aprendi muito usando Debian, mas chegou uma hora que não tava mais com tempo pra ficar batento tanto papo com o terminal.

Fedora é maravilhoso porque não é cheio de frescurite como o Ubuntu (o-d-e-i-o aquele ambiente gráfico cheio de efeitos, movimentos, parecendo apple) e não é tão hardcore como o Debian.

depois de instalar umas três vezes, fiz um passo a passo com lindos printezinhos de tela do processo – e perdi quase todos salvando eles no lugar errado (tóin). mas vamos lá, tudo começa com o live USB, cujo tutorial já foi publicado aqui antes.

é legal fazer a instalação já com o cabo de rede da internet conectado, ele já sai reconhecendo localização, etc.. espeta o live USB na máquina, liga.

na primeira tela tem a opção de Abrir o Fedora (usar sem instalar) e Abrir o Fedora como live. queremos esta segunda opção. a menos que você queira brincar nele antes de instalar, tipo teste drive.

leva um minuto, mais ou menos, para fazer todos os testes – e ele vai te mostrar todos – até chegar na interface gráfica. a primeira tela é uma tela de login com Live System User. clicar em Log In.

você vai receber um desktop do Fedora, todo lindo, com um ícone para Install to Hard Drive. clica para começar a mágica do Linux.

01.png

1) escolha o idioma – sim, tem muitos, muitos não faço ideia do que signifiquem, não são caracteres do alfabeto latino. escolhi inglês, porque estou treinando.

2) layout do teclado. como escolhi o idioma inglês, o teclado fica por padrão em inglês, o que complica a vida de quem precisa de um Ç, por exemplo. se não for seu caso, apenas escolhas Portugues brasileiro. se for, vá nas configurações, delete o teclado em inglês e adicione o em português. sempre teste se os acentos, pontuação e Ç estão aparecendo corretamente.

3) Hora, data e local: em geral, ele reconhece automaticamente, porque estamos já conectados na internet. mas se você quiser deixar seu computador na hora do Acre, (pra ter certeza de que ele existe, por exemplo) é aqui que você escolhe.

4) como tem um pedrive espetado na máquina, o sistema vai querer saber em que disco você quer instalar. vá lá e selecione seu HD. no meu caso, o HD está vazio, mas se você tiver outro SO instalado nele, o Fedora não vai instalar por cima, ele vai querer saber se você quer fazer isso. se sim, selecione a opção que deseja espaço adicional e ele vai mostrar uma nova tela com o que você tem a mais no HD para você selecionar o que vai querer eliminar para escrever o Fedora por cima.

Rede e Host Name deixa quieto.

5) vá adiante. na tela seguinte, enquanto ele mostra o progresso da instalação na parte inferior da tela, você pode escolher sua senha de root e criar o usuário. selecione Administrador e coloque senha – é sempre mais seguro. feito isso, é só esperar o progresso da instalação.

desliga. retira o pendrive. e liga de novo.

ele é super educado, sabe que você está usando pela primeira vez, te dá boas vindas e pergunta se você quer o painel padrão ou se quer um vazio para deixar do jeito que você gosta. eu sempre vou no padrão e depois faço minhas mudanças.

10

pra pegar os últimos updates, dá pra ir pela interface gráfica: Administração – Yum Extender (DNF). seleciona todos os pacotes, aplica e seja feliz. MAS, se der algum erro, como no meu caso, vai pelo terminal mesmo que é sempre mais legal.

da primeira vez que você abrir o terminal, vai receber uma mensagem super gracinha dizendo que é importante lembrar de três regras:

1) Respeite a privacidade dos outros.

2) Pense antes de digitar.

3) Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.

terminal

o comando para a atualização é este:

sudo dnf upgrade -y

(-y no caso para dar yes para tudo automágicamente)

daqui pra frente é instalar seus programas preferidos. pela interface gráfica é tudo lá no YUM, mas eu nunca abro ela, sempre uso o terminal mesmo. depois que a gente acostuma…

Como instalar Linux com pendrive

dá pra instalar qualquer versão (distro) de Linux com um pendrive, tecnicamente chamado de live USB.

com um pendrive limpo, vamos copiar o arquivo de imagem (.iso) a distro que você quer instalar pelo terminal. a linha de comando é grande, mas vamos detalhar cada pedacinho dela pra fazer sentido

dd if=/home/gisele/Downloads/nomecompletodoaarquivo.iso of=/dev/sde bs=8M status=progress

dd (convert and copy): é a parte que diz pro terminal que a gente quer converter o arquivo em uma imagem e copiar em algum lugar

if= (input file): nomeia o arquivo que queremos converter e copiar, indicando em que paste ele tá no seu computador. no meu caso ele tá na pasta Downloads, que tá dentro da pasta home (veja truque abaixo)

of= (output file): é o local de destino para essa cópia, no caso, o pendrive (/dev/sde)

bs: buffer size, isso indica pro terminal o tamanho do buffer que será usado na memória RAM pra escrever no disco. esse comando poderia ser opcional, mas ele faz com que o processo de gravar a iso no pendrive seja mais eficiente e rápido. estamos definindo que esse buffer tem 8 mega de tamanho. é um bom tamanho, use este, acredite em mim. a explicação é muito complicada, o dia que eu entender, eu traduzo.

status=progress: pra você ver o terminal trabalhando e não achar que deu pau. eu pelo menos se não vejo o trem andando me desespero.

no final ele libera o terminal de volta pra root. a gravação leva uns 2 minutos.

aí ejeta o pendrive pelo terminal e pronto.

truque: na hora de colocar na linha de comando onde está o arquivo você não precisa digitar tudo e correr o risco de errar uma letra e dar tudo errado. depois do = digite apenas as iniciais da pasta de origem /ho e dê um TAB, ele vai autocompletar com /home; aí dê as iniciais da pasta seguinte /g + TAB, ele autocompleta; /Do e ele completa com /Downloads e, por fim, o começo do arquivo /lx + TAB e pronto, tá tudo ali. ele é sensível a maiúsculas, então se eu colocar /do por exemplo ele não vai achar a pasta Donwloads pq ela começa com maiúscula no meu computador.

veja como formatar um pendrive no terminal:

https://giseleneuls.wordpress.com/2016/12/10/como-formatar-um-pedrive-no-terminal

Como formatar um pedrive no terminal

a primeira coisa no terminal é saber em qual diretório o pendrive estará. caso você não tenha certeza, digite no seu terminal

ls /dev/sd*

(sgnifica list devices, listar dispositivos, cuida que tem espeço entre o ls e o /)

esse comando vai listar todos os dispositivos na sua máquina. faça isso sem o pedrive, depois espete o pendrive e faça de novo. o diretório novo que aparecer é seu bichinho. no meu caso, ele se chama sdb e, inclusive, tem uma partição, a sdb1.

listdev2

vamos jogar seguro e ter certeza de que não vai ter mais nada no pendrive, só a iso. com o pendrive espetado na máquina, digite o seguinte comando:

wipefs -a /dev/sde

tenha certeza absoluta que digitou o diretório certo porque isso vai limpar TUDO que tem nele. o comando significa wipe file system (limpar arquivos do sistema); e -a significa que vamos limpar todos os arquivos (em geral -a significa all).

ejetamos o pendrive e espetamos de novo, para ficarmos no lado seguro da estrada. o comando para ejetar é: eject /dev/sde

LXLE e a sobrevida de uma máquina inútil

outro dia uma menina no Free Your Stuff, um grupo de doação de coisas no facebook, perguntou se alguém tinha um computador ou laptop encostado que pudesse desapegar. ela precisava muito para fazer os trabalhos de faculdade, no trampo dela não tinha possibilidade de usar um e a vida tava ficando complicada.

por um acaso do destino, eu tinha. falei pra ela que a máquina era muito velha, mas estava em bom estado e ia quebrar o galho, sem muita velocidade, mas funcional.

mas com um problema: com aquela idade, o laptop só ia funcionar razoavelmente bem com linux. ela topou, perguntei quais programas ela precisava ter instalados e parti para o trabalho, com uma pequena (cof cof) ajuda do namorado nerd.

escolhemos uma distro ultraleve. abaixo vou descrever todo o processo de instalação, para quem como eu tava com aquele apego a uma máquina velha e inútil, mas que ainda pode funcionar. o que não falta é gente precisando de uma mão pra estudar. a InfoPreta que o diga.

vamos ao passo a passo, mas antes é preciso entender a máquina em questão e porque ela só teria bom desempenho com uma distro leve de linux. o Dell Latitude 100L foi uma baita máquina. em 2004. processador Intel Celeron 2.40GHz, 128MB de RAM, 30GB de HD.

escolhemos (cof cof) a LXLE Ecletica (Lubuntu Extra Life Extension / algo como sistema para vida extra, numa tradução livre minha). Basicamente, o LXLE é uma versão do Lubuntu (Light Ubuntu / Ubuntu versão leve) que tem drivers mais velhos e dá suporte a máquinas muito muito muito ultrapassadas. como Latitude 100L que estava aqui parado em casa.

vou contar como fizemos tudo, desde criar o live USB (pendrive capaz de instalar o trequinho quando espetado no computador).

acho improvável que alguém que nunca tenha usado linux vá se aventurar a criar um live USB pra LXLE no seu (r)windows, então o tuto é  para quem já tem linux. mais adiante eu faço um para quem não tem linux. de todo modo, no passo 1 desse velho tutorial eu explico como usa o Unetbootin. faz anos que não uso, mas parece que ainda funciona.

DOWNLOAD DO ISO

escolhemos a versão 32bits: http://www.lxle.net/download

(o que é iso?)

FORMATANDO O PENDRIVE

a primeira coisa no terminal é saber em qual diretório o pendrive estará. caso você não tenha certeza, digite no seu terminal:

ls /dev/sd*

(significa list devices, listar dispositivos, com espaço entre o ls e o /)

esse comando vai listar todos os dispositivos na sua máquina. faça isso sem o pedrive, depois espete o pendrive e faça de novo. o diretório novo que aparecer é seu bichinho.

no meu caso, ele se chama sde, portanto em tudo que neste tutorial tiver sde, lembre-se de que ele deve ser substituído pelo seu diretório, pois os nomes podem variar. se você tiver mais dispositivos ele pode ser sdg, por exemplo.

vamos jogar seguro e ter certeza de que não vai ter mais nada no pendrive, só a iso. com o pendrive espetado na máquina, digite o seguinte comando:

wipefs -a /dev/sde

tenha certeza absoluta que digitou o diretório certo porque isso vai limpar TUDO que tem nele. o comando significa wipe file system (limpar arquivos do sistema); e -a significa que vamos limpar todos os arquivos (em geral -a significa all).

ejetamos o pendrive e espetamos de novo, para ficarmos no lado seguro da estrada. o comando para ejetar é: eject /dev/sde

LIVE USB

espeta o pendrive de novo e vamos copiar esse arquivo de imagem para ele, pelo terminal. a linha de comando é grande, mas vamos detalhar cada pedacinho dela pra fazer sentido:

dd if=/home/gisele/Downloads/lxle-eclectica-16.04.1.iso of=/dev/sde bs=8M status=progress

dd (convert and copy): é a parte que diz pro terminal que a gente quer converter o arquivo em uma imagem e copiar em algum lugar

if= (input file): nomeia o arquivo que queremos converter e copiar, indicando em que paste ele tá no seu computador. no meu caso ele tá na pasta Downloads, que tá dentro da pasta home (veja truque abaixo)

of= (output file): é o local de destino para essa cópia, no caso, o pendrive (/dev/sde)

bs: buffer size, isso indica pro terminal o tamanho do buffer que será usado na memória RAM pra escrever no disco. esse comando poderia ser opcional, mas ele faz com que o processo de gravar a iso no pendrive seja mais eficiente e rápido. estamos definindo que esse buffer tem 8 mega de tamanho. é um bom tamanho, use este, acredite em mim. a explicação é muito complicada, o dia que eu entender, eu traduzo.

status=progress: pra você ver o terminal trabalhando e não achar que deu pau. eu pelo menos se não vejo o trem andando me desespero.

no final ele libera o terminal de volta pra root. a gravação leva uns 2 minutos.

aí ejeta o pendrive pelo terminal e pronto.

Truque: na hora de colocar na linha de comando onde está o arquivo você não precisa digitar tudo e correr o risco de errar uma letra e dar tudo errado. depois do = digite apenas as iniciais da pasta de origem /ho e dê um TAB, ele vai autocompletar com /home; aí dê as iniciais da pasta seguinte /g + TAB, ele autocompleta; /Do e ele completa com /Downloads e, por fim, o começo do arquivo /lx + TAB e pronto, tá tudo ali. ele é sensível a maiúsculas, então se eu colocar /do por exemplo ele não vai achar a pasta Donwloads pq ela começa com maiúscula no meu computador.

INSTALANDO O LXLE

agora vamos para a máquina que será abençoada com uma sobrevida. é legal fazer a instalação já com o cabo de rede da internet conectado, facilita a atualização depois. antes de ligar a máquina, você precisa ter certeza de que a ordem do BOOT dela está para ler o pendrive primeiro. aqui tem um pouco de explicação sobre como ver isso, espero que ajude (passo 1).

espeta o liveUSB na máquina, liga. ta dã! uma das facilidades dessa instalação é que ela é toda por interface gráfica, não usa o terminal. então é só ir lendo, entendendo as opções e instalando na paz.

na primeira tela tem algumas opções em inglês, vamos querer a que diz install (para instalar, de fato). eu não fiz prints da minha instalação, mas a tela vai ser parecida com essa aqui, de uma versão anterior:

02-tela-instalacao

a próxima tela já vai pra escolha do idioma de instalação, que tem português do Brasil. isto selecionado, agora tudo fica mais fácil.

selecione a opção instalar o Lubuntu, vai levar uns 20 segundos de tela preta e então começar a interface gráfica de novo, com a logo do sistema. mais uns 20 segundos, interface gráfica de novo.

nos próximos passos o sistema vai perguntar se você quer baixar atualizações. sim, você quer.

depois vai perguntar se você quer Instalar softwares de terceiros para gráficos, etc.. sim, você também quer.

a próxima pergunta pode parecer assustadora, mas não se espante, é usso mesmo: Apagar disco? Siimmmm (uma máquina velha não vai dar conta de ter mais de um sistema operacional, né?). pra ter certeza absoluta, depois que você der sim, o sistema pergunta de novo. confirma.

nas telas seguintes, e porque você está conectado à internet já, o sistema vai reconhecer Onde você está? São Paulo, no meu caso. também vai reconhecer o layout do teclado: tenha certeza de que está PT Brasil e teste teclas como o ç, por exemplo.

depois o LXLE vai querer saber Quem é Você?
Seu nome: pode por completo se quiser, não faz diferença
Nome do computador (é o que vai aparecer no terminal, na rede, etc., faça escolhas simples, o meu é gisele)
Nome de usuário: qualquer um mas não pode ter caracteres especiais, precisa começa com uma letra e tem que ser todo minúsculo
Senha
Iniciar sessão automaticamente? a gosto do freguês, eu prefiro sempre solicitar senha para entrar, para minha segurança, mas isso pode ser mudado depois se quiser.

como todas as distros Linux que eu conheço, o LXLE é gentil e conversa educadamente com você todo o tempo. ele inclusive avisa quando está quase terminando de copiar os arquivos. ❤

se você chegar até aqui e a instalação não concluir, como aconteceu comigo, não se estresse. volte ao começo, baixe a distro de novo, limpe o pendrive, faça ele live, passo a passo, tudo bonitinho. qualquer pequena falha de energia pode atrapalhar qualquer uma das etapas do processo. não se apoquente.

depois de concluída a instalação, o sistema vai te avisar que você pode reiniciar seu computador. apenas lembre-se de que você tem um live USB espetado em sua máquina e que se você reiniciar com o pendrive espetado, ele vai ler o pendrive primeiro… então seja legal, prefira desligar a máquina, tirar o pendrive, e ligar de novo, em vez de reiniciar.

essa distro é bem bonita, elegante, estilosa. e leve. no site deles, em inglês, tem várias imagens mostrando como ele é depois de instalado. confere lá.

04

e Viva Linux!!